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José Bonifácio de Andrada e Silva
José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio

Patriarca da Independência
José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil, por Benedito Calixto
Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Calixt33.jpg> Acesso em: 26 Ago. 2014

Biografia de José Bonifácio:

José Bonifácio nasceu em Santos, São Paulo, no dia 13 de Junho de 1763. Filho de Bonifácio José Ribeiro de Andrada com sua prima Maria Barbara da Silva. Terminou seus estudos preliminares com 14 anos de idade, sendo levado para São Paulo, onde estudou francês, lógica, retórica e metafísica, com o Bispo Manuel da Ressurreição. Concluído os estudos, foi para o Rio de Janeiro, de onde seguiu para Portugal. No dia 30 de outubro de 1783 matricula-se na Faculdade de Direito de Coimbra. Estuda também filosofia, história, química e matemática.

Em 1789, José Bonifácio já formado, foi convidado pelo Duque de Lafões, primo da rainha D. Maria I, para fazer parte da Academia de Ciências. Seu primeiro trabalho foi "Memórias sobre a Pesca das Baleias e Extração de seu azeite". No fim do século XVIII, com a queda da produção das minas de ouro no Brasil, por determinação da coroa, José Bonifácio é escolhido para percorrer a Europa com o objetivo de adquirir conhecimentos de mineralogia, filosofia e história natural.

Estudou e estagiou em diversos países, mas foi na suécia que sua carreira de mineralogista brilhou, ao descobrir e descrever doze novos minerais. Tornou-se membro de academias científicas em diversos países. A viagem durou 10 anos. Em 1800, volta para Portugal, casa-se com Emília O'Leary, de ascendência Irlandesa. Foi nomeado Intendente Geral das Minas, e condecorado em 1802 pela Universidade de Coimbra, com o título de “Doutor em Filosofia Natural”.

Com a invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão e com a ida da família Real para o Brasil, teve início um movimento clandestino de libertação. José Bonifácio lutou com os invasores, chegando ao posto de tenente-coronel. Em 1819, após 36 anos, volta ao Brasil e é designado para presidir a eleição constituinte na província de São Paulo. Quando D. Pedro assumiu a regência, nomeou para Ministro de Reino e de Estrangeiros.

Em apenas nove meses de Ministério Bonifácio conseguiu aplainar o caminho da independência. A proclamação ocorreu como planejara. Dois meses depois, em decorrência de desentendimentos Bonifácio pede demissão. Em 30 de outubro D. Pedro chama-o de volta e no dia 1 de dezembro D. Pedro é coroado.

A assembleia Constituinte iniciou seus trabalhos, mas Bonifácio não confiava nela, por outro lado seu plano pela abolição da escravatura desagradava os fazendeiros. Bonifácio seria vítima da contradição. Liberal na administração não o era na política. A Marquesa de Santos intrigava-o com o imperador. Os conflitos políticos o levaram ao exílio no sul da França.

Em 1824, D. Pedro declarou-o inocente. Em julho de 1829, de volta ao País é nomeado tutor dos filhos do imperador, depois que esse foi obrigado a abdicar. Em 1832 foi acusado de conspirador e o futuro Pedro II, foi tirado de seus cuidados.

José Bonifácio de Andrada e Silva, permaneceu preso em sua casa na ilha de Paquetá. Morreu no dia 6 de abril de 1836.

Disponível em: <https://www.e-biografias.net/jose_bonifacio/> Acesso em: 26 Ago. 2014

 

Para saber mais: 

JOSÉ BONIFÁCIO - OBRA COMPLETA - https://www.obrabonifacio.com.br/neste_site/

 

“De quem não sabe amar ou aborrecer, ninguém tem que esperar ou temer.” 

“As leis civis, que consentem esses crimes [da escravidão], são não só culpadas de todas as misérias que sofre essa porção da nossa espécie, e de todas as mortes e delitos que cometem os escravos, mas igualmente o são de todos os horrores que em poucos anos devem produzir uma multidão imensa de homens desesperados, que já vão sentindo o peso insuportável da injustiça que os condena a uma vileza e miséria sem fim.” 

“O despotismo no Brasil será desfeito pela enormidade dos excessos que o farão odioso porque com o tempo braço nenhum, voz nenhuma se achará para o defender.” 

“No Brasil a natureza é amiga do homem; mas o homem é ingrato às meiguices da natureza; e todavia o homem vive aqui mais com a natureza que com os outros homens.” 

Disponível em: <https://www.obrabonifacio.com.br/> Acesso em: 26 Ago. 2014.